terça-feira, 3 de maio de 2016

Francisco de Goya

Biografia de Francisco de Goya:

Francisco de Goya (1746-1828) foi um pintor espanhol do fim do século XVIII e princípio do século XIX. Foi o pintor da corte, dos reis e príncipes, dos nobres cavalheiros e das damas galantes.
Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828) nasceu em Fuendetodos, Aragão, província de Saragoça, na Espanha, no dia 30 de março de 1746. Filho de um dourador e de Gracia Lucientes, filha de decadente, mas nobre família de Saragoça. Aos 13 anos foi entregue aos cuidados do pintor José Luzán y Martínez.
Em 1762 foi para Madri, onde no ano seguinte tentou inscrever-se para uma bolsa na Academia de Belas Artes, mas foi rejeitado. Em 1766, em nova tentativa só recebe um voto de Francisco Bayeu. Frustrado, tenta a vida lutando com os touros na arena de Madri. Em 1770 embarca para a Itália e no ano seguinte inscreve-se na Academia de Belas Artes de Parma, recebendo uma menção honrosa dos examinadores.
Francisco de Goya volta para Saragoça e recebe as encomendas: pintar afrescos na Igreja de Nossa Senhora do Pilar, decorar os muros do convento Aula Dei e executar figuras de santos na Igreja de Ramolinos. De volta a Madri corteja a irmã de Bayeu, Josefa, com quem se casa. Através de Bayeu consegue se aproximar do pintor da corte, Mengs, que em 1776 lhe encomenda uma série de cartões que servirão de modelo para execução da tapeçaria para a residência do príncipe de Astúrias no Palácio do Prado.
Em 1780 foi eleito por unanimidade, membro da Academia de Belas Artes de Madri, que o havia rejeitado duas vezes, com o quadro “Cristo na Cruz”. Em 1785 executa o retrato da Duquesa d’Osuña e do próprio rei, Carlos III. Em 1789, Carlos IV assume o trono e Goya é nomeado “Pintor da Câmara do Rei”, é dessa época “A Família Real” (acervo do Museu do Prado, em Madri).
Em 1792, Francisco de Goya contrai uma doença infecciosa, recupera-se, mas perde a audição. Em 1794 pinta seu autorretrato, nesse período está triste e envelhecido. Em 1796 vai a Sanlúcar, terra da viúva do Duque d’Alba, retrata a “Maja Desnuda”, a “”Maja Vestida” e “Caprichos” – uma série de oitenta gravuras que representa uma sátira da sociedade espanhola do final do século XVIII.
Em 1808, a Espanha é invadida pelas tropas de Napoleão. O artista pinta “O Colosso” (1809), onde retrata o seu horror em relação à guerra. Em 1812 morre sua mulher. Cria a série de gravuras “Desastres da Guerra”, entre elas, “O Fuzilamento” (1814). Em 1819, Goya se refugia numa casa de campo, amargurado e frustrado em relação aos homens.
Em 1820, aos 74 anos, começa a pintar, no muro de sua quinta, imagens sombrias e demoníacas “A Pintura Negra”, que prenunciava seu estado de espírito. Acusado de liberalismo e ameaçado de ser preso, parte para a França. Vai a Bordeaux, depois para Paris. Nessa época redescobre a beleza e pinta “A Leiteira de Bordeaux” (1827), “Os Touros de Bordeaux”, entre outras.

Francisco de Goya faleceu em Bordeaux, França, no dia 16 de abril de 1828. Só em 1899 a Espanha consentiu receber seus restos mortais. Está sepultado em San Antônio Del La Florida, em Madri.

Joan Miró

Biografia de Joan Miró:

Joan Miró (1893-1983) foi um importante pintor, gravador, escultor e ceramista espanhol. Um criador de formas, figuras coloridas, imaginárias e símbolos próprios formados por manchas e por linhas carregadas que caracterizou toda sua obra.
Joan Miró (1893-1983) nasceu em Barcelona, na Espanha, no dia 20 de abril de 1893. Não completou seus estudos, apesar da insistência da família. Estudou comércio e trabalhou dois anos como balconista em uma farmácia, até sofrer uma crise nervosa. Passou um longo tempo na casa da família na aldeia de Mont-Roig del Camp. Em 1912, de volta à Barcelona, ingressou na Academia de Artes, dirigida por Francisco Gali, que o apresentou às últimas tendências artísticas europeias.
Inicialmente, Miró apresentou uma pintura com um estilo expressionista, com influencias fauvistas e cubistas, com tendências de distorcer formas e usar cores pouco reais que destruíam os valores tradicionais. Entre 1915 e 1919, Miró vivia entre Mont-Roig e Barcelona. Em 1919 foi para Paris, onde conheceu Picasso e Tristan Tzaia, um dos iniciadores do Dadaísmo. Aos poucos, sua pintura evoluiu em direção a uma maior definição de forma, eliminando o forte contraste de luz.
Em 1924, a pintura de Miró foi influenciada pelo movimento surrealista que surgiu em Paris, apresentando cenas oníricas e paisagens imaginárias. É dessa época a tela “O Carnaval do Arlequim” (1924-25). Em 1928 pintou “O Interior Holandês”, uma das pinturas mais marcantes do artista. Nesse mesmo ano, o Museu de Arte Moderna adquiriu duas telas de Miró. Após uma viagem aos Países Baixos, onde estudou a pintura dos realistas do século XVII, fez ressurgir os elementos figurativos em suas obras.
Na década de 1930, seus horizontes artísticos se ampliaram. Miró tornou-se mundialmente famoso, expondo regularmente em galerias francesas e americanas. Ele fez ilustrações para livros, fez cenários para balé, passou a interessar-se por colagem e murais e seu grafismo se reduziu a linhas, pontos e manchas coloridas. No fim da dessa década, quando eclodiu a Guerra Civil espanhola (1936-1939), Miró estava em Paris, e sua produção artística foi fortemente influenciada pelos horrores da guerra. São dessa época “O Ceifeiro” e “Cabeça de Mulher”.
No começo da Segunda Guerra Mundial, Miró volta para a Espanha. Nessa época conclui “Constelação”. A partir de 1944, iniciou uma série de murais para o edifício da UNESCO, em Paris, e para a Universidade de Harvard. Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza. Em 1956, mudou-se para a ilha de Maiorca, onde instalou um estúdio, na cidade de Son Abrines. Em 1959, o mural que realizou para UNESCO ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1975, abriu a Fundação Miró, em Barcelona.Joan Miró faleceu em Palma de Maiorca, na Espanha, no dia 25 de dezembro de 1983.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Tangram

Tangram

Segundo a lenda, o jogo surgiu quando um monge chinês deixou cair uma porcelana quadrada, que se partiu em sete pedaços, daí seu nome, que significa tábua das sete sabedorias ou tábua das sete sutilezas. De acordo com a lenda, o Tangram é o mais antigo jogo de montar inventado pelo homem e, certamente, o mais engenhoso. Com apenas sete peças, é possível criar 1.700 figuras, entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros.
Imagens Formadas com o Tangram

O Tangram é formado por um quadrado, um paralelogramo e cinco triângulos. As regras desse jogo consistem em usar as sete peças em qualquer montagem, colando-as lado a lado, sem sobreposição. Quando utilizado corretamente, esse jogo desenvolve a capacidade de concentração, a orientação espacial e exercita a criatividade, além de privilegiar a cooperação, pois se torna menos complexo quando é usado em equipe.

Tangram

quinta-feira, 17 de março de 2016

Grafismo

Grafismo

O grafismo é a arte que prioriza as formas, cores e detalhes, deixando para segundo plano a
Grafismo Indígena
figura ou representação. As linhas em suas mais variadas formas são os elementos principais dessa técnica. Os traços se repetem proporcionalmente, criando um padrão que confere ritmo e equilíbrio ao desenho. Tão diversa quanto as possibilidades de criação é a existência dessa arte em outros universos. Podemos encontrar o grafismo nas culturas indígenas e africana, na moda, na fotografia, em construções, etc.

O grafismo indígena retrata alguns elementos da natureza na sua construção dos desenhos nas pinturas corporais. As técnicas decorativas indígenas são utilizadas tanto na pintura corporal quanto na confecção de utensílios, nos adornos. Cada tribo desenvolve seus padrões e através deles coloca seus traços culturais.

Na fotografia, o grafismo é utilizado para gerar imagens com composições geométricas sem necessidade de outro significado senão o estético. As fotos apresentam detalhes arquitetônicos de construções, objetos coloridos ou situações em que a forma prevalece sobre o conteúdo.

segunda-feira, 14 de março de 2016

O que é arte?

Arte

Mulher na Noite, 1973, de Joan Miró
A arte é importante para o ser humano. Através dela, é possível fazer registros de nossa história. Entretanto, é difícil conceituá-la. Abaixo estão algumas das definições surgidas ao longo do tempo.

A arte é uma mentira que nos faz compreender a verdade.
(Pablo Picasso)

A arte é o oposto da natureza, uma obra de arte só pode provir do interior do homem.
( Edvard Munch)

A arte não reproduz o visível, mas torna visível.
(Paul Klee)

É o conjunto de preceitos para perfeita execução de qualquer coisa; atividade criativa; artifício; ofício; profissão; astúcia; habilidade.
(Dicionário Aurélio Buarque de Holanda)

Perceba no dia a dia, o uso da palavra arte:

  • Aquela menina é trelosa, vive fazendo arte!
  • Comprei uma roupa que é uma verdadeira arte!
  • Meu filho é lindo, uma arte!
  • Conheci um médico-cirurgião que faz arte!

+ informações sobre o tema

A arte não é apenas a expressão do belo. Ela é algo constante em nossa vida. Desde criança, utilizamos a arte para nos expressar seja desenhando, cantando, interpretando, inventando histórias; estamos rodeados por manifestações artísticas.
Dessa forma, fica fácil entender que a arte não apenas é encontrada nos museus, teatros, exposições ou nos livros. Ela vai muito além das obras, imagens, símbolos e palavras produzidas pelo ser humano. Além disso, é importante perceber que ela não apenas transmite ideias, mas provoca os sentimentos, sensações. Algumas obras podem ser consideradas ridículas e sem sentido para uns, e emocionante para outros. Por isso, a arte é uma constante contradição.
Para fazer e apreciar arte, é importante estar atento às mudanças sociais, buscar o diferente, inventar, inovar e criar.
O Mamoeiro (1925) - Tarsila do Amaral